20 de março de 2017

O Destino de Krisna. Temporada IV. n 001

Republicação da primeira postagem do ano IV. Conteúdo originalmente postado em 03 de fevereiro de 2017 no TibiaFórum.

 


Como era enfadonho seguir incontáveis vezes, e, novamente, a rota para conseguir as bênçãos... Por vezes, o pensamento de desistir vagava em minha mente. Contudo, já haviam me alertado que  andar por aquele estranho mundo sem a proteção de suas divindades seria mil vezes pior...

Percorria os conhecidos caminhos perdida em pensamentos que mal notei que me encontrara em um local completamente estranho. Tinha certeza de que concluíra a bênção da terra e do fogo e tinha tomado a embarcação para Cormaya a fim de visitar Eremo mas... onde é que fui parar??? Há 3 anos nessa jornada... como ainda seria capaz de errar aquele maldito caminho?...

fPWWlFT.png


Estava em uma espécie de salão escavado em rochas...coisas de anão, pensei... Estava certa, não sem demora avistei um anão-guarda. Ele parecia eufórico com minha presença ali. Seu nome era Ongulf e, na verdade, ele era o líder de uma expedição.

Ele contou que os recursos ao redor de Kazordoon estavam escassos. Bem na verdade eu acho que ele quis dizer que recursos do subsolo, pois ao que me lembre aquela cidade de anões era infinitamente subterrânea... Enfim, eles tinham de alguma forma aprimorado o sistema de transporte subterrâneo e estavam a procura de novas regiões para explorar. E, nessa busca, chegaram até aquele local, um continente novo e, até aquele momento, aparentemente desconhecido tanto para os anões quanto para os humanos.

Bem, minha curiosidade fazia com que eu não prestasse muita atenção no que a pequena criatura estava falando. Mas, enquanto olhava aquele imenso salão e o que parecia ser o esboço de um posto comercial avançado o que consegui entender é que os anões estavam interessados nos minérios raros que haviam ali e, por isso, iniciaram o projeto Far Mine – mina distante.

Como era de se esperar, aquela falação toda não era só para enaltecer a astúcia dos anões, ( o ego deles, certamente, era inversamente proporcional ao tamanho)... Não tardou muito descobri as verdadeiras intenções por trás a animação ao me ver. Ele queria ajuda, aquele projeto seria muito dispendioso precisaria de recursos, apoio político e também pessoas dispostas a explorar o local e conseguir esses contatos... Afinal, os anões não podiam deixar a extração nas minhas para fazer essas coisas...

Pois bem, já que estava ali e realmente curiosa pra conhecer mais aquele local aceitei ajudar. Ongulf precisava que alguém desbravasse o exterior da montanha a procura de uma rota segura para o continente em si. Claro, seria mais barato tirar recursos para subsistência daquele lugar do que indo e vindo com os barcos – pensei.

YToMXA0.png


E assim, lá estava eu, subindo em direção ao cume da montanha em uma engenhoca construída pelos anões... Isso tenho que admitir, como são engenhosos pra fabricar esses anteparos... Andei um pouco pela montanha, deserta... em um certo ponto o caminho parecia não ter saída, me lembrei de uma das primeira magias que aprendi a dominar e após mentalizar as palavras magias estava eu um patamar a cima.

Continuei andando, alguns frisos nas rochas pareciam degraus, será que foram esculpidos propositalmente? Se sim, teriam sido feitos pelos os anões ou alguma outra criatura? Pensava enquanto andava e novamente outro beco sem saída: Exani hur down! E estava em baixo... Segui em minha exploração e encontrei o nível do mar!!!

cVHqiZO.png

Parecia estar em uma estepe, vegetação seca e rala... senti uma hostilidade no ar... temi por aranhas... temi mais ainda pois me lembrei que estava sem as bênçãos... não seria prudente me aventurar por terras desconhecidas sem a proteção dos deuses... Por mais que meu impulso fosse continuar... resisti a ele e retornei.

Ongulf escutou meu relato com atenção, mas pude notar que algo em seu olhar indicava que ele já sabia o que havia nos arredores. Estaria me testando? Estaria se certificando que eu daria conta do que estava por vir?

De qualquer forma, ele precisava de mais madeira e mão de obra e para isso seria necessário ir ao velho continente. Aceitei ajuda-lo e assim garantir minha passagem de volta... mesmo pagando por ela...

Sa1VYss.png


Após alguns dias de viagem pelos rios subterrâneos foi bom estar de volta a Kazordoon, subi rapidamente para a superfície para renovar o ar em meus pulmões. Próximo as minas, encontrei Melfar, como todo anão, sempre rabugento... Informei a ele as necessidades de Ongulf nas “far mines” ele pareceu surpreso com o fato deu ter chegado até lá.

Conversamos um pouco, mas, ele não poderia ajudar... poderia até ceder alguns “homens” para ajudar  Ongulf mas todos estavam ocupados de mais para cortarem madeira. Fiquei um pouco desapontada em não conseguir plenamente a ajuda, o anão percebeu, coçou a barba e me contou um habito estranho dos anões.

yI8dUXW.png


Segundo Melfar esquilos gigantes habitavam aqueles campos eram grandes o suficiente para derrubarem as árvores e os anões se divertiam tentando monta-los como se fossem uma espécie de rodeio. Ele me passou um liquido capaz de servir de isca para esses roedores e me orientou a usa-lo para marcar algumas árvores, se houvesse esquilos por perto, eles apareceriam e derrubariam as arvores, assim, quando tivessem tempo os anões poderiam apenas recolher a madeira que estava no chão...

Confesso que nunca imaginei que anões fossem tão preguiçosos... bem, já que estava lá mesmo... fui atrás dos esquilos... Tenho que confessar que foi uma aventura divertida... nunca pesei que esquilos fossem tão nervosos nem tão rápidos. Só tive problemas em uma das árvores.  Ela estava no território e lobos e eles não gostaram muito do cheiro da isca de esquilo sobre suas próprias marcas...

0YSnyCg.png


Retornei a Melfar que me deixou no vácuo... sua resposta foi um “quando der enviarei a ajuda”. Não foi o que eu esperava... Será que Ongulf entenderia? Haveria a possibilidade dele pensar que eu não me empenhei em ajuda-lo? Anões podem ser perigosos quando ficam com raiva... temerosa, retornei ao novo continente.

Durante toda viagem não pude deixar de pensar em anões montando esquilos como se fossem touros bravos ou mesmo cavalos selvagens... sempre que penso nisso começo a rir... Dias depois, chegando em Farmine não pude deixar de notar que os anões haviam progredido um pouco mais na estruturação daquele local. Cidades de anões, apesar de subterrâneas são sempre esplendorosas e com aquele local não parecia ser diferente.

Expliquei a Ongulf que a ajuda não seria imediata, mas que chegaria. Para minha surpresa, ele não pareceu se importar com a demora, estava mais preocupado com algo que reforçou minha impressão anterior. Ele sabe que há algo lá fora!

xHdRsO7.png


Segundo Ongulf seus vigias encontraram invasores e os perseguiram a noite pela montanha mas eles conseguiram despistar os guardas. Aquela história aguçou minha curiosidade e decidi explorar a montanha em busca dos tais invasores.

De fato, eu sabia como descer a montanha, mas ainda não havia indícios de como alcançar os patamares mais altos e, a possibilidade de haver algo escondido lá em cima era real. Sem pensar muito lá estava eu explorando, novamente a montanha.

Olhava com atenção cada eminência, cada desnível e ponta de pedra na esperança de haver um ponto para ancorar uma corda ou mesmo usar de magia... Nada além dos que eu já conhecia...

Já pensava em retornar quando um detalhe do que Ongulf contara me veio a mente... “as sombras sumiram próximas a uma trepadeira”...Eu havia visto uma planta assim! Corri para o local... A erva se trançava como uma rede e sim, seria perfeitamente possível subir por ela, então tudo começou a fazer sentido...

As pernas dos anões eram curtas para conseguir alcançar a primeira alça mas para mim estavam facilmente a altura. Bem, uma coisa era certa, seja la o que estiver lá em cima, é mais alto que um anão e tem mãos para conseguir se erguer e escalar aquela escada de cipós...

Ao final da escada natural, uma pequena e sinuosa trilha atraia minha vontade. Segui por ela e apenas ao me deparar com o que parecia um conjunto de cavernas a realidade na qual me encontrava tomou meu consciente e gelei.  Estava diante de um desafio desconhecido, sem bênçãos e o pior sem lanças!!!!

Roguei a Chyll para me proteger e para que, seja lá o que encontrasse, fosse pacífico e/ou lento o suficiente para permitir que eu escapasse ilesa. E, claro também pedi para não encontrar aranhas ...

A medida que prosseguiam mesmo receosa, percebi que naquele conjunto de cavernas havia uma certa organização, como se fosse um tipo de civilização. Notei que vultos sumiam das minhas vistas como que açúcar se dissipando em água. Bem, ao menos, seja lá o que forem, estava com mais medo de mim do que eu deles...

E, algumas vezes, ouvia perdidos no vento, sons que pareciam conversas mas que eu não conseguia entender a linguagem. Andando mais um pouco me vi diante de uma caverna maior, dentro, um homem, se é que posso chamar assim...

Suas vestimentas lembravam as dos meus amigos bárbaros de Svargrond, mas seus  traços físicos e feições eram mais rudimentares e grotescos. Ele me olhava com curiosidade e arriscou contato comigo em meu idioma.

Irkt8nI.png


Ainda que em uma linguagem bastante primitiva, consegui entende-lo. Ele se chamava Lazaran, era uma espécie de líder ali. Ele e seu povo estavam assustados com tanto movimento na montanha mas queriam paz, ele queria proteger seu povo e não desejava conflito com os “homens pequenos”.

Fiquei aliviada, também não desejava conflito algum ainda mais nas condições que estava... Ele me estendeu o que parecia um cachimbo e fez sinal para que eu tragasse seja lá o que estivesse sendo queimado ali...

Aceitei puxar um.... bateu rápido... tudo girou...



 


Acompanhe as próximas postagens, ajude a decidir o destino de Krisna e o rumo desta história!

Perdeu alguma coisa? Leia na íntegra todo material já publicado nos 3 anos anteriores, organizados de uma forma bem didática e fácil de ler! (Arquivos aqui 

Nenhum comentário:

Postar um comentário