20 de junho de 2017

O Destino de Krisna. Temporada IV. n 006

O conteúdo a seguir, embora de inédito, foi jogado durante o ano de 2016. E, as decisões e aventuras da personagem, foram previamente definidas por votações ocorridas no TibiaFórum.

Aproveite a leitura!
 

No dia seguinte acordamos cedo. Juntamente com os primeiros raios do alvorecer eu e Beatrix já estávamos no local escolhido para o evento escondendo as cestas sob escudos espalhados por todo a  região.

Ah o nordeste de Edron... um lampejo de saudade tomou minha mente. Já havia perdido a noção do tempo, não saberia mais precisar quanto tempo estava vagando por aquele mundo e, a cada dia, tendo cada vez mais perguntas que respostas.



"Shriiiek" o som familiar rompeu a aparente calma do lugar. Sabia o que era e o que significava. Olhei para o topo da colina e vi o vulto do meu algoz do passado. Um discreto sorriso de orgulho despontava em meus lábios. Sim, evolui, hoje subir ali não representaria o mesmo perigo de outrora.

Beatrix notou que estava dispersa e chamou minha atenção tínhamos um trabalho a fazer, esconder as cestas e manter a região segura para que nenhum dos participantes se machucasse durante o evento.



Tudo preparado e eu ansiosa, as cestas especiais que eu preparara na véspera foram misturadas as outras, não sabia mais onde estavam nem os ovos comuns e os presentes explosivos. Queria ver, tanto o desenrolar do evento quanto a reação das pessoas com a brincadeira.


O dia clareou e me pediram ajuda em mais uma tarefa. Deveria ir até o topo da muralha de Edron, onde ficava o tapete e recepcionar os visitantes. Senti-me honrada por terem me pedido isso e fui animada para o local.

De todas as partes chegavam pessoas, de todos os tipos, idades e ofícios. Nunca encontrara tantas pessoas em um mesmo local como naquele momento. Dentre as pessoas, uma antiga conhecida também estava ali, Gabi Woodstock, estava concentrada e parecia um pouco ansiosa, cumprimentou-me mas não falou muito. Algo me dizia que seria a última vez que nos encontraríamos.




Instantes depois, o principal organizador do evento apareceu, fez a abertura oficial, todos os participantes foram levados a área onde as cestas estavam escondidas e a caça aos ovos começou!


As pessoas corriam de um lado para o outro revirando as cestas e juntando os ovos para trocar pelos presentes. Estavam animados e eu seguia por perto ajudando a manter as criaturas da região longe da área do evento. E, vez ou outra, escutava a explosão de um dos presentes falsos ou algum participante comentando dos ovos branco mas, sempre seguidos de risos e falas animadas. Todos estavam realmente se divertindo com minhas brincadeiras e eu estava muito feliz com isso.

 
 

Algum tempo depois, todos os ovos recolhidos, todos foram encaminhados para Liberty Bay para a troca de presentes. O quarto alugado estava todo enfeitado, fizeram um ótimo trabalho ali para recepcionar as pessoas. Foi um dia muito cansativo porém gratificante.  Exausta, dormi por ali mesmo.



No dia seguinte, acordei tarde, todos já haviam deixado o quarto de aluguel mas a permanecia das decorações e mochilas indicava que retornariam, deixei uma carta agradecendo a oportunidade e me retirei. Estava ali por um motivo, relaxar! E, sabia muito bem do que precisava, chamei Palmito e rumamos para o norte.



Caminhamos um pouco pelo campo e plantação até que o barulho das ondas quebrando na costa se tornou audível. Sim! Estava perto da praia!




Passei um bom tempo ali, relaxando, limpando a alma e renovando as energias. Sem dúvidas, uma pausa no meio da correria e agitação dos últimos meses era muito bem vinda. Pensando em aproveitar mais a estadia ali lembrei-me da acolhedora ilha de Meriana, reduto de piratas, na qual conheci ajudando a Eleonore.

Hummmm pensei um pouco e estava decidida a ir até lá. Caminhava despreocupada em direção a balsa do Capitão Waverider quando, das folhagens próximas, uma aranha pulou sobre mim.


Não era possível que aqueles demônios de oito patas estragariam meu repouso. Saí dali correndo sem olhar ao certo a direção que tomara quando, de repente, senti o chão ceder sob meus pés.



Parecia que estava em uma espécie de cova, aguardei os olhos se acostumarem com a escuridão e percebi que estava enganada, não era uma cova, estava mais para um túnel inacabado. A curiosidade foi maior e não queria voltar a me encontrar com a aranha que estava na superfície.

Segui vagarosamente rumo a única direção disponível, estava com uma sensação estranha, quanto mais me distanciava do ponto por onde cai mais sentia uma presença maligna invisível mas real e murmúrios que davam calafrios. Era como que, seja lá o que fosse, sabia que eu estava lá e com medo.


O túnel terminava em um beco sem saída. Na verdade, era como se houvesse ocorrido um desabamento e os escombros obstruíssem o restante do caminho. Pelo chão, pedras, cascalho e ossos. Um calafrio percorreu meu corpo, energia estranha que sentia apenas quando conseguia invocar os poderes divinos. Achei melhor retornar e saí dali.



Ajude a decidir o destino de Krisna e o rumo desta história!

Perdeu alguma coisa? Leia na integra todo material já publicado nos 3 anos anteriores organizados de uma forma bem didática e fácil de ler! (Arquivos aqui)

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