2 de outubro de 2017

[Artigo Oficial] Spirithunter: um bom título!?

Com saudades de Snoopy Moony?

Em mais uma história RPGística, no artigo oficial desse mês, os Community Managers contam mais uma das aventuras dessa personagem.

Ela estava entediada, mas não por muito tempo, sua busca por mais aventuras a levou a Spectulus, ele, como sempre, tinha mais uma missão pra animar a jovem... será?

Confira!



Enquanto aguardava na agência dos correios de Edron, Snoopy Moony ouviu desconhecidos comentando algo a respeito de Spirithunter. Imediatamente aquelas palavras chamaram sua atenção.

Ela estava desesperada por uma nova aventura e, ansiosa para descobrir um pouco mais, passou a prestar mais atenção ao que conversavam... foi quando ouviu os desconhecidos mencionando o nome de seu bom amigo Spectulus e suas insanas ideias. Nesse momento, ela sabia exatamente onde ir, certamente, se estivesse em um novo projeto, Spectulus lhe daria pistas.

...

Ansiosa, elas subiu o último lance de escadas da Magic Academy de Edron e entrou no laboratório de Spectulus. Mas, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele a cumprimentou como se já estivesse esperando por ela: "- Ah, olá novamente Snoopy Moony! Eu tenho uma ou duas missões para você. Tenho também algumas tarefas as quais preciso que alguém me ajude".

Perplexa, ela pediu que ele prosseguisse e, assim, ele a convidou a realizar algumas investigações científicas. Inicialmente, aquilo não parecia muito animador, mas quando ele perguntou:  "- você não tem medo de fantasmas, não é mesmo?" ela sentiu-se aliviada. Realmente, agora sim ela estava diante de uma nova aventura.

Spectulus prosseguiu e quando perguntou se poderia explicar ao menos três dos seguintes termos: infestações, aparições coletivas, segregações ectoplasmáticas, fenômenos de campo ecto-mágicos, consciência subconsciente neuro-especulativa dos espíritos, fantasmas e/ou ghasts, sem pensar direito a respeito, ela rapidamente consentiu. Ela queria que aquela missão fosse dada a ela e que nada atrapalhasse seu caminho.

No entanto, agora, aquelas palavras ressoavam em sua mente e uma pontada de pavor lhe afligia. A maioria daqueles termos não tinha significado algum para. Sua insegurança aumentava. O que ele queria dela? "Espero dar conta", ela se preocupou.

Spectulus parecia satisfeito com esse consentimento inicial: "Excelente! Você topa? O mais interessante... ", ele continuou, "é que definitivamente, devemos converter uma real encarnação da alma em esporos super-luminescente, tal qual, recentemente, confirmei em condições laboratoriais. Tenho certeza de que você ficará satisfeita ao saber que fontes mágicas podem influenciar a psi-  oh, me desculpe, acabei me empolgando. Bem! Digamos que mal posso esperar!"

Spectulus explicou que ele tem trabalhado juntamente com Sinclair para descobrir mais a respeito de fenômenos tão complexos como são os fantasmas. Algo que ele disse soou curioso:"não só os explicaremos, iremos "removê-los". Mas, primeiro, precisamos conhecer mais sobre fantasmas no geral. Ainda preciso de mais informações e valores para calibrar adequadamente a condução mágica dos atratores de faiscas alaranjadas e turquesa, eles precisam ser realmente capazes de conter as emissões fantasmagóricas. Então, você topa?" Ele perguntou e Snoopy concordou, embora não tinha mais tanta certeza. Aquelas palavras penetravam sua mente, mas como, agora,  recusar a missão sendo que anteriormente ela já tinha aceitado, ainda que de forma ousada e impensada?

Sem desconfiar de que ela tinha dúvidas, Spectulus, animado, entregou-lhe uma espécie de varinha que ele chamou de medidor de espíritos, recomendou que não a quebrasse e, assim, a enviou ao cemitério de Edron. Ela olhou para o item que acabara de receber e lançou a Spectulus um olhar questionador. Ele explicou: é um espectroscópio modificado, rapidamente descobrimos como melhorar o campo mágico ao redor de cristais comuns de forma que eles que se tornem capazes de absorver e refletir qualquer tipo e quantidade de energia emitida por qualquer tipo de espírito. Nosso objetivo atual é calibrar e afinar a ressonância.

Não tenho certeza se aquelas palavras de fato esclareceram alguma coisa, ela não se atreveu a pedir maiores detalhes, sentia-se pressionada por ter fingido que realmente tinha entendido o que acabara de ouvir. Então, ela simplesmente decidiu ir ao cemitério. Ela sabia onde era o local e o que encontraria lá: milhares de Ghouls e Skeletons. Há algum tempo, aquilo a teria assustado, mas, agora,  ela havia ganhado mais confiança e sabia lidar com eles, dessa forma eles não eram mais uma ameaça para ela. Estava segura e aliviada, ao menos aquela parte de aventura não parecia que colocaria em risco sua vida. Ela ainda não sabia o que fazer com o tal medidor de espíritos, mas quando chegasse lá, daria um jeito de descobrir...

Antes de começar a pensar mais a respeito de sua real missão naquele local, ela já havia matado vários Ghouls e Skeletons. Foi quando parou e decidiu seguir seus instintos ao invés de simplesmente continuar com a tentativa e erro. Assim, ela segurou o medidor de espíritos com ambas as mãos, direcionou-o para uma das lápides e tentou utilizá-lo, da mesma forma como maneja sua rod. Nada aconteceu, então ela repetiu com um pouco mais de força. E, o que ocorreu na sequência foi algo bem nojento: uma substância incrivelmente pegajosa saiu das fendas das velha lápide em direção a ela! Rapidamente ela matou aquele limo viscoso. Surpresa com aquilo e ainda sem fôlego, ela tentou novamente, repetiu mais algumas vezes e o resultado era sempre o mesmo...

Ela não tinha certeza se era realmente aquele efeito que Spectulus queria que ela descobrisse, mas sem dúvida aquilo parecia uma descoberta suficientemente estranha e importante para ser notificada. Assim, feliz por ter conseguido algum resultado, ela montou Truly Dooly e saiu daquele local horrível...

- Deixe-me ver o medidor espectral, disse Spectulus. Hummm... esses registros que você fez são graves - você sabe o que eu quero dizer. Mas isso é incrível! Agora sei, com certeza, que para calibrar preciso melhorar as emissões curtas de energia. Sem entender o que o uso da expressão grave significava, ela decidiu permanecer quieta pois não sabia se, de fato,  Spectulus estava satisfeito. Foi quando ele a convidou para continuar ajudando um pouco mais na pesquisa, e isso foi um alívio para ela. Ele a enviou para o andar de baixo, ao laboratório de Sinclair, para conseguir uma gaiola espiritual com a qual pudesse coletar a essência de um fantasma comum para posteriormente ser analisada.
Ainda sem entender o que estava acontecendo, Snoopy escutava agradecida as explicações adicionais que Sinclair lhe passou após ter trabalhado um pouco com o estranho dispositivo que agora mostrava a ela: a gaiola espiritual era uma versão portátil e segura de uma câmara espiritual. E, enquanto estiver ativa, é possível mudar sua posição pois a barreira mágica é infinitamente menor e se ajustará a mudança. Contudo, só poderá conter um número limitado de espíritos ou fantasmas. A gaiola foi calibrada com base em alguns testes que fizemos - testes como o que você realizou no cemitério. Assim, após derrotar um fantasma, e utilizar este dispositivo em seus restos, ele será capturado dentro da armadilha. E, dessa forma, poderemos transferi-lo para nossa câmara espiritual, que é uma barreira mágica propriamente dita. Então, o que queremos a princípio é que você encontre um espécime, capture-o e traga-o aqui para testarmos a capacidade do dispositivo. Você está preparada para isso?


Perguntando-se onde encontraria um fantasma, mas aliviada por ter compreendido claramente sua tarefa, ela  aceitou a missão. Ela tinha ouvido rumores a respeito de navios fantasmas e essa ideia veio a sua mente, mas como se procura por um navio fantasma? De qualquer forma, ela não sabia se esses rumores eram verdadeiros, então ignorou essa possibilidade.

Embora nunca tivesse visto um fantasma (Ghost) quando esteve em Drefia, Darama, ela tinha ouvido vários relatos de que Ghosts estavam assombrando aquelas ruínas. Inclusive, as pessoas diziam que eram as almas dos antigos habitantes. Apesar de tudo aquilo parecer conversa de bêbado e também improvável, ir a Drefia parecia ser sua melhor opção.


Assim, ela começou os preparativos para a viagem. Certificou-se de que tinha poções, runas, dinheiro e, claro, comida em quantidade suficiente, montou em Truly Dooly e partiu para Darashia viajando de tapete mágico. Da cidade, seguiu rumo às montanhas do oeste, na direção onde ela sabia que estava a passagem que deveria atravessar. Ao longo da viagem, ela estudou um pouco de magia em seu livro de encantamentos. Estava extremamente nervosa, sabia como chegar a Drefia, mas nunca havia cruzado sozinha aquelas montanhas e aqueles Demon Skeletons eram realmente assustadores, quase foi morta por eles a última vez que esteve em Drefia com alguns amigos. Contudo, como agora ela já tinha mais experiência, ela esperava que fosse capaz de se defender sozinha, precisaria apenas de concentração e foco. 

Já em Drefia, passado algum tempo nas ruínas, ela sentia-se mais confiante. Matou tantos Ghouls, Skeleton Warriors e Demon Skeletons em sequência e tropeço em tantos ladrilhos escondidos na areia que finalmente perdeu todo o medo e, agora, começava a ficar impaciente, até com  Zombie se deparou, mas nada de Ghost. Tudo o que ela queria era sair daquele local quente e horrível. "Se houvesse fantasma em algum lugar, deveria ser entre todos aqueles mortos-vivos, onde mais estariam?" Ela se perguntava temerosa de que fantasma não existissem e que, de fato, Spectulus e Sinclar estariam  loucos, tal qual as pessoas comentavam na agência dos correios.

Foi então que, dirigindo-se mais para o oeste, ela viu de relance uma sombra branca transparente escondendo-se em uma das ruínas. Finalmente! Ela tinha certeza de que havia encontrado um. Por um tempo observou e depois, cuidadosamente, se aproximou de seu alvo limpando silenciosamente um pouco da área a sua volta de forma que tivesse espaço suficiente para usar a gaiola espiritual sem se colocar em perigo. Pegar um fantasma provou-se uma tarefa entediante, mas ela enfim conseguiu. Quando utilizou a gaiola, uma luz brilhante irradiou em seu interior e sugou todo o restante da energia do fantasma para seu interior.
Orgulhosa e aliviada por, finalmente, poder ir embora daquele local quente ela voltou para casa. Aquela terra quente não era para ela, desejava ansiosamente retornar aos prados verdes e exuberantes ao redor de Edron e sentir a brisa fresca e úmida que circulava dentro das paredes da fortificação...
Ela notou um pouco de descrença no olhar de Sinclair quando ele perguntou-lhe se realmente havia capturado um fantasma. Então, seu orgulho protestou, mas ela preferiu engoli-lo, guardar para si todas as queixas a respeito dessa missão que surgiram em sua mente durante toda a longa viagem de volta e passou a ele a gaiola como se tudo tivesse sido normal e fácil.
Sinclar pegou a gaiola e transferiu a essência do fantasma para a verdadeira câmara espiritual. Você realmente nos ajudou muito com isso! Obrigado Snoopy Moony! Ele disse e continuou: não acredito que por esses dias tenhamos tempo de coletar novos espécimes. Se você quiser, pode continuar nos ajudando a encontrar e capturar mais tipos diferentes de fantasmas.

Snoopy Moonys estava boquiaberta, então Spirithunter era realmente alguém que caçava fantasmas? Sentiu um mal estar - realmente não imaginava aquilo. O título parecia tão legal e excitante ao ser ouvido, mas, quando se lembrou o quanto se sentiu mal em Drefia e o tempo que levou para encontrar um fantasma ela rapidamente respondeu: Bem, obrigada pela oferta Sinclair! Mas, terei que pensar mais a respeito, no momento Truly Dooly precisa da minha atenção. Eu - uhm - poderia voltar em um outro momento?

Sem esperar por um resposta, desceu correndo as escadas e dirigiu-se para Stonehome. Quando a torre da Magic Academy saiu do alcance de seus olhos, ela suavemente se lançou sobre o campo verde e fresco e abraçou a terra, estava muito feliz por retornar novamente ao lar. Spirithunter... sim, é um bom título, mas não para mim!, pensou.





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