22 de novembro de 2017

O Destino de Krisna. Temporada IV. n 015

O conteúdo a seguir, embora de inédito, foi jogado durante o ano de 2016. E, as decisões e aventuras da personagem, foram previamente definidas por votações ocorridas no TibiaFórum.

Aproveite a leitura!


Embora animada, tenho que reconhecer o forte impacto sofrido ao me deparar com tamanha aridez. Tudo parecia morto, acabado ou condenado ao fim. Como os humanos primitivos sobreviviam ali? Como os Orcs sobreviviam ali? Lembrava-me de vê-los no continente principal sempre rodeados de natureza exuberante. Será que a montanha impedia o avanço da umidade ocasionando a desertificação ou seria a própria atividade dos Orc a responsável por aquele cenário? O que haveria além da quela planície que estava diante de mim? O que haveria atrás das montanhas onde eu estava, e após as montanhas que observava ao norte?

Estava parada na escadaria esculpida em pedra com todas estas perguntas na cabeça e diante de mim um mundo novo e vasto. Bem, não seria parada ali que teria minhas dúvidas respondidas. Respirei fundo, senti o ar seco e quente entrando em meu corpo e desci confiante. Se queria respostas, não as conseguiria parada ali.


Ongulf indicou a direção que deveria seguir mas meus instintos falaram mais alto e saímos caminhando aleatoriamente. A vegetação, diferente, parecia morta mas chegando perto era perceptível que se tratava apenas a uma adaptação as condições daquele local. Um tipo estranho de inseto habitava as touceiras secas e se agitavam quando eu passava. Se não me engano já havia visto deles pelo deserto mas não em tamanha quantidade. E, vez ou outra alguma hiena também podia ser avistada.



Segui intrépida, sem um caminho ou direção definidos até que, subitamente, Palmito se agitou. Meu amigo estava sentindo algo e não tardamos a descobrir o que era, uma matilha de cães selvagens nos atacou e cercou. Eram ferozes, e não sabia se estavam apenas defendendo seu território ou se era a presença do leão que os incomodava. Eram muitos, eram agressivos e partiam para cima de nós sem o menor medo.




Consegui combater alguns, porém quanto mais caiam mortos, mais surgiam. Sem ter como enfrentar a todos consegui uma brecha em meio ao bando e corri. Foi quando do nada senti um frio na barriga, o chão faltando sob meus pés e tudo escuro a minha volta. Tinha caído em um buraco.


"Zrp zrp!""Zrp zrp!" Conhecia aquele som que cada vez estava mais próximo. Formigas! Estava em um imenso formigueiro. Embora as formigas não representassem um perigo real para mim era bem inconveniente permanecer ali por um longo tempo.




Fiquei só o necessário para sentir que a movimentação da matilha cessara e retornei a superfície. O formigueiro fora presente de Chyll, consegui me livrar da ira dos cães e retomei minha exploração. Contudo, pouco tempo depois lá estavam eu Palmito, novamente, correndo feito doidos. Desta vez, aves iradas ao nosso encalço.





Confiei nos instintos do meu amigo e deixei-o escolher a direção mais segura para nossa fuga. E, ele nos levou ao sul, a uma elevação escavada em rochas que se assemelhava a uma torre. Deu certo, as aves não subiram os degraus.

O que acontecia com as criaturas daquele lugar? Eram todas tão raivosas, tão agressivas... fui interrompida em meus pensamentos por mais um ataque contra mim. Um cachorro selvagem conseguira subir até o platô rochoso onde estava, e bolhas de limo também se aproximavam.



Aquelas bolhas tinham o mesmo comportamento das que me divertiam tanto, bastava uma cutucada para que se dividissem. Porém, essas pretas, eram mais perigosas, era como se contivessem, além do limo, toda a essência da morte.
 
Consegui dissipá-las com algumas lanças, foi quando um ruído estranho vindo de algum lugar acima de mim chamou minha atenção. Olhei para cima, estava ao pé de uma enorme construção em ruínas que outrora teria sido uma bela torre. Queria subir, Palmito, relutou, mas me acompanhou.




A cada andar mais próxima dos estranhos ruídos estava, e as vezes era como se houvesse alguém gritando também. E, quanto mais próxima aquela torre, mais bolhas da morte encontrava. Já havia encontrado daquele tipo de bolha de limo em um dos distritos de Yalahar, mas aquelas me pareciam mais perigosas.




Ou estava demorando mais do que o previsto em cada andar ou os dias eram mais curtos naquele continente. Não sabia ao certo, mas já estava escurecendo quando finalmente cheguei ao topo da torre. Parei por alguns instantes, para olhar o entorno. Devido a altura, se não fosse tão perigoso, aquele local seria um mirante fabuloso pois a vista era espetacular! Pude ver o mar ao sul, uma vasta cadeia de montanhas ao norte, ainda desconhecidas para mim e entre as montanhas e o a mar a imensidão da estepe que ao oeste era limitada pela montanha que abrigava farmine e ao leste ... os barulhos no andar de cima interromperam minhas observações. O que tem aqui em cima?



Subi e desci correndo! WTF? Meus cabelos ainda chamuscavam. Alguma coisa me atacara com uma magia fumegante tão logo subi o último degrau da escada. Tamanho susto e pavor, não consegui ver o que era, apenas desci correndo as escada.



Tomei fôlego, me preparei, subi novamente. Desta vez consegui ver um pouco mais, além das paredes em ruínas, semelhantes aos outros andares, havia um senhor visivelmente enfurecido que lançava magias em todas as direções, ele estava acompanhado por um ser estranho, que não consegui identificar se sua natureza era maquina, mineral ou animal.

Acredito que aquele senhor enfurecido seja algum mago muito poderoso, e foi quando ele gritou: "Contemplem os todos os poderes que invoco por meio desse portal!" Que notei que havia algo a mais ali. Em um determinado ponto, o granito escuro que revestia o piso daquele andar dava lugar a um estranho composto, de onde estava não conseguia identificar o que era, não parecia ser uma substancia deste mundo, e sobre esta estranha substancia, entre duas estátuas de gárgulas, um forte campo energético dava forma a uma espécie de portal.

De onde estava, não conseguia ver através do portal. Foi quando outra rajada mágica me fez, novamente, descer as escadas. Não iria conseguir progredir muito tentando por ali, o mago já sabia de minhas intenções e não parecia disposto a conversar muito menos me deixar passar para ver o portal. Tentei subir pela outra escada, imaginei que o mago, focado na escada onde tinha tentado por 2 vezes teria se descuidado da outra.



Estava errada. Assim que atingi o topo da escada ele, já diante de mim, me atingiu com um forte ataque de energia. Minhas lanças sequer o arranhavam. Não havia formas de se  chegar até o tal portal.

Um pouco contrariada, sai da torre, não havia mais o que fazer ali e já noite. Ao menos a aventura não foi em vão, do mirante consegui ver um acampamento no meio da planície, deveria ser o acampamento dos Orcs, ao menos agora tinha uma direção a tomar.



Porém, no momento, precisava de um local tranquilo para passar a noite, ainda estava tendo problemas com a matilha de cães selvagens. Eles estavam vigilantes e quando retornei a estepe não demoraram a me localizar e me cercar. Não tive outra escolha, invoquei os poderes divinos para afugentá-los.






Ajude a decidir o destino de Krisna e o rumo desta história!

Perdeu alguma coisa? Leia na integra todo material já publicado nos 3 anos anteriores organizados de uma forma bem didática e fácil de ler! (Arquivos aqui)

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